Por Que Seu Melhor Músico Pode Ser o Primeiro a Te Abandonar

O melhor músico do seu grupo pode ser o primeiro a ir embora. Neste episódio do Worship Backstage, Jonathan explica por que focar só na técnica está destruindo seus ministérios e como o propósito é o único pilar que realmente sustenta uma equipe a longo prazo.

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Parece contraditório, mas faz todo sentido quando você entende o que está por trás.

Você investiu tempo nessa pessoa. Ela se dedicou, fez cursos, comprou o próprio instrumento, chegou num nível técnico acima dos outros do grupo. E justamente quando você achava que tinha formado um pilar sólido para o seu ministério, ela começa a se distanciar. Aparece menos. Entrega menos. E um dia vai embora.

Nesse episódio do Worship Backstage, Jonathan trouxe um ponto que vai mudar a forma como você pensa sobre desenvolvimento de equipe nos ministérios da igreja.

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O problema não é a técnica, é o que vem antes dela

Para deixar claro desde o início: técnica importa. Aperfeiçoamento importa. Evoluir na qualidade do que você entrega no culto importa. Jonathan foi explícito nisso.

O problema não é incentivar o crescimento técnico. O problema é quando a técnica se torna o pilar central do seu departamento, o critério principal de valor, o único foco de desenvolvimento. Porque quando isso acontece, você está construindo em cima de uma base que não sustenta.

O que acontece quando a técnica vira o centro

Imagine o cenário. Um músico entra na igreja com conhecimento básico. Com o tempo ele se dedica, estuda, paga curso do próprio bolso, compra o instrumento, chega num nível intermediário e depois avançado. Ele é agora o melhor do grupo.

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E aí começa a desconexão.

Ele percebe que investe muito mais do que os outros. Percebe que não há reconhecimento proporcional ao que entrega. Percebe que financeiramente não recebe nada pelo que faz. E começa a olhar para fora, onde seu nível técnico pode ser valorizado de outras formas.

Não porque ele seja ingrato. Não porque ele seja errado em querer ser reconhecido. Mas porque em algum momento do caminho, o propósito que deveria sustentar tudo aquilo foi ficando para trás, e só restou a técnica. E técnica sem propósito não prende ninguém.

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Função sem propósito é uma função vazia

Esse foi o ponto central do episódio, e vale deixar fixado.

Quando uma pessoa não sabe por que faz o que faz, quando ela perdeu a conexão com o propósito daquele serviço, qualquer coisa vira motivo para desistir. Uma correção que pareceu pesada demais. Uma semana difícil em casa. Uma oportunidade fora da igreja que parece mais valorizada. Um conflito pequeno com outro integrante.

Qualquer uma dessas situações derruba quem não tem propósito firme. Porque sem propósito, a função não tem raiz. E sem raiz, a primeira ventania arranca tudo.

Por outro lado, quando alguém está de fato comprometido com o propósito, as adversidades não param ela. Não porque a vida fica mais fácil, mas porque existe algo maior que a sustenta além dos problemas do dia a dia.

Dez músicos medianos comprometidos valem mais que um virtuoso sem propósito

Essa é a virada de perspectiva que Jonathan trouxe e que vai contra tudo que a internet tem ensinado sobre excelência nos ministérios.

Um grupo de pessoas com conhecimento básico, mas completamente engajadas no propósito, que estudam o repertório com antecedência, que aparecem nos ensaios, que se dedicam a fazer um básico bem feito, entregam muito mais resultado do que um grupo tecnicamente avançado mas desconectado do porquê está ali.

Porque o comprometimento com o propósito gera algo que a técnica sozinha nunca gera: permanência. E sem permanência, você vai estar sempre recomeçando, sempre perdendo pessoas no meio do caminho, sempre dependendo de alguém que um dia vai embora.

A pergunta que todo líder precisa responder

Jonathan fechou o episódio com uma pergunta direta que vale trazer aqui também.

Quantas vezes você conversou com seu departamento sobre o propósito? Não sobre o repertório, não sobre a qualidade da foto, não sobre o ângulo da câmera ou o volume do retorno. Sobre o propósito. Por que vocês fazem o que fazem. Para quem fazem. O que fica nas pessoas através do que vocês entregam.

Se a resposta for raramente ou nunca, você encontrou a raiz do problema.

Porque quando o propósito não é falado, ensinado, reforçado e mantido vivo dentro do grupo, as pessoas vão inevitavelmente perdendo a conexão com ele. E quando essa conexão se perde, não existe técnica, reconhecimento ou dinâmica de grupo que segure as pessoas por muito tempo.

O que fazer a partir de agora

Não abandone o desenvolvimento técnico. Continue incentivando que sua equipe evolua, faça cursos, se aperfeiçoe. Isso é importante e não deve parar.

Mas comece a equilibrar esse investimento com algo que costuma ficar em segundo plano: conversas sobre propósito. Momentos onde você explica por que o que vocês fazem importa. Onde você conecta cada função, cada processo, cada ensaio a algo maior do que a execução em si.

Porque um músico que toca bem e sabe por que toca é muito mais difícil de perder do que um músico que toca bem e parou de saber por que está ali.

Worship Backstage é apresentado por Jonathan e vai ao ar todo sábado e domingo pela Rádio Visão em Cristo. Acompanhe também pelo YouTube, Spotify e demais plataformas.

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John Silva
John Silva
Engenheiro de Banco de Dados com Formação em Bacharelado em Ciências da Computação pela Universidade de Guarulhos atuante no mercado a mais de 10 anos. Além de trabalhar com sonoplasta no mercado de trabalho e igrejas, técnico de som por formação e escritor voluntário. Apesar de formado na área de exatas, se aventurou com as palavras entrando para o time de colunistas da Visão em Cristo.
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