No Brasil, temos recebido uma forte influência pagã, que faz este dia ficar mais conhecido como Dia das Bruxas, assim também como nos EUA. Precisamos conhecer e valorizar mais a nossa história. Necessitamos saber como chegamos aqui, as lutas que cristãos tementes a Deus enfrentaram. Por isso, reuni algumas informações sobre a Reforma Protestante e como este movimento de mais de 500 anos se relaciona conosco ainda hoje.
Em 1517, o sistema teológico de Lutero ainda não estava completo. Fazia conferências na Universidade de Wittenberg, fundada por seu amigo Frederico I, príncipe da Saxônia, quando chegou à região um frade vendendo indulgências que perdoavam os pecados do fiéis. Muitos padres as vendiam em troca de uma doação em dinheiro a Igreja. “Assim que a moeda no cofre cai, a alma do Purgatório sai”, dizia um ditado popular. Era quase como comprar um lugar no céu…
Revoltado com a exploração da ignorância popular, feita pelo frei em nome do papa Leão X, Lutero elaborou uma série de “95 teses contra a venda de indulgências” e afixou na porta da Igreja, entre tantos outros avisos, duas grandes folhas de papel. Era 31 de outubro de 1517.
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Em pouco tempo se tornou claro que as teses de Lutero exprimiam os sentimentos de boa parte da população e dos príncipes que mantinham relações tensas com Roma e com o imperador. O sucesso alcançado encorajou Lutero a enviar ao papa um documento no qual sustentava que as indulgências não haviam sido instituídas por Cristo. O papa ordenou retratação de Lutero, mas este, sob a proteção do príncipe Frederico da Saxônia, recusou o pedido de retratação e deu início a uma campanha aberta dentro da própria Igreja. Em 1529, Carlos V e os príncipes católicos aprovaram um decreto que aumentava a pressão dos estados católicos contra Lutero e seus seguidores. O protesto contra essa situação criou a denominação “protestante”.
Quem foi Martinho Lutero?
Martinho Lutero (1483-1546) foi um sacerdote católico alemão, o principal personagem da Reforma Protestante realizada na Europa no século XVI, que contestava o poderio da Igreja Católica, o comércio de cargos eclesiásticos, a venda de dispensas, de indulgências e de relíquias sagradas.
Martinho Lutero nasceu em Eisleben, Saxônia-Turíngia, na Alemanha, no dia 10 de novembro de 1483. Filho de um mineiro que chegou a ser conselheiro na pequena cidade de Mansfeld foi criado em um ambiente religioso de violenta austeridade com histórias de demônios e feiticeiros, superstições que marcaram sua infância. Com 16 anos, Martinho Lutero ingressou na Universidade de Erfurt, onde estudou Artes, Leis, Línguas e Filosofia. Com 18 anos já se tornara um brilhante aluno de advocacia, mas em 1505 decidiu entrar no Mosteiro Agostiniano de Erfurt. Em 1507 ordenou-se e prosseguiu sua formação na Universidade de Wittenberg.
Em 1512 obteve o doutorado em Teologia. Neste mesmo ano foi eleito cônego do convento de Wittenberg. Os anos seguintes foram dedicados às atividades pastorais e ao ensino de Teologia, enquanto amadurecia sua doutrina sobre a “justificação pela fé”.
O nome “luterano” é uma expressão de honra a Lutero. Contudo, Lutero recomendou a seus seguidores: “Não se chamem luteranos, mas cristãos. A doutrina não é minha; eu não fui crucificado por ninguém… Por que deveria eu, um pobre mortal, dar meu nome insignificante aos filhos de Deus?”. Assim, Lutero colocava o nome de Cristo acima do seu e de todos os cristãos, humildemente reverenciando o seu Salvador.
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